domingo, 27 de dezembro de 2009

Sobre o Natal...

Natalino José do Nascimento; no mundo do samba, o , eterno Natal da Portela. Nascido em 31 de julho de 1905, na cidade de Queluz-SP, Natal veio para a cidade do Rio de Janeiro ainda menino, para, mais tarde, tornar-se uma das figuras mais cariocas do cenário popular brasileiro.
Natal teve sempre uma grande participação na Portela, uma vez que na casa de seu pai, Napoleão José do Nascimento, a escola foi fundada.
Quando jovem, Natal foi trabalhar na Central do Brasil e aconteceu o acidente que mudaria a sua vida por completo: com 25 anos, teve o braço direito amputado.
Virou lenda na Portela; foi um homem que deixou marcas na história da escola e do samba no Rio de Janeiro. Mesmo sem ter feito um único samba, deixou claramente registrado o que é realmente ser Portela. Por conta do destino, transformou-se no “homem de um braço só”. Foi o, primeiro “bicheiro” de uma escola de samba.

Com o passar dos anos, Natal tornava-se um ídolo em Madureira: seu nome era saudado, reconhecido, era cumprimentado por todos. Ajudava a todos que encontrava, com dinheiro, alimentos, sempre lembrando-se dos momentos difíceis de sua infância. Em 1959 então Ministro das Relações Exteriores Francisco Negrão de Lima convidou-o a levar o Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela a apresentar-se no Palácio Itamaraty, representando a cultura brasileira para a Duquesa de Kent, em visita oficial ao nosso país.
Sua vida foi marcada por alguns momentos ruins, como cometer um homicídio, mas acabou absolvido e libertado, alegando legítima defesa. Na saída, uma multidão já o aguardava, fora do presídio, para recebê-lo e saudá-lo.
A casa construída por Natal em Madureira tem no alto das paredes da sala pintados os bichos da contravenção. Essa pintura é conservada pelos seus filhos até os dias de hoje; um deles pretende transformá-la em Centro Cultural.
Devido a vários problemas de saúde, em 05 de abril de 1975, Natal da Portela, deixou órfãos os que tem amor pela Portela. Legou-nos a coragem para elevar o nome de nossa escola, acima das vaidades pessoais. Tornou-se, em homenagem póstuma, o Presidente de honra da Portela.

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