segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

LIVRE


Livre como o dia deve ser,
absorvo toda luz que posso e vejo.
Percebo o vento tocar meu rosto então
Tudo faz sentido agora que não estou tão perto.

Foi a verdade nua e a mentira crua que nos fez tão diferentes.

Um dia vi minha felicidade como a um sol
Amarelo, forte e quente, mas inatingÍvel
Foi o preço que paguei por estar
encantado por poder olhar teu sono quieto

Foi no momento certo, na medida exata
Em que imaginei que o tempo
fosse dar mais algum tempo para minha pobre ilusão

Livre como a brisa deve ser
Absorvo todo som que posso em cada esquina
Deixo o vento levar meu corpo então
Tudo faz sentido agora que não estou tão certo.

Níguer (1999)

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